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Embaixadores do Planeta Água

Cerca de 7 meses depois do seu início, terminou a primeira edição da Embaixada da Água. No dia 4 de outubro foram empossados como Embaixadores da Água os 8 participantes que compareceram a pelo menos 10 das 42 iniciativas realizadas. As ações, entre oficinas, palestras, visitas  e outras experiências de descoberta do universo da água, foram organizadas por 14 entidades da região e tiveram uma participação média de 50 pessoas (cerca de 2.000 participações no total). A todos agradecemos o empenho no sucesso desta iniciativa e desejamos a melhor sorte aos novos Embaixadores, na sua missão de dar voz à substância mais importante do Planeta: a Água.

Como está o Rio Ferreira?

Foi uma manhã dedicada à recolha e análise da qualidade da água. Cerca de 15 amantes do ambiente arregaçaram as mangas e, por entre muitas dúvidas e curiosidades, ficaram a conhecer melhor todo o processo de recolha, armazenamento e análise de águas superficiais. Desta vez, a acção teve como pano de fundo o calmo e fresco rio Ferreira. A iniciativa foi promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente e integra a Embaixada da Água.
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Poça Velha...

... como nova! Depois do empenho de 10 mãos valorosas que a deixaram mais desimpedida, com a água a cantar feliz enquanto a percorre. Ainda ficou muita lama depois de 3 anos de assoreamento, mas aos poucos irá recuperar a sua função: retenção de água para rega, gestão de cheias, ecossistema, paisagem e memória do passado. No próximo dia 28 de setembro havemos de passar cá outra vez, na Rota da Água do Vale do Coronado. Para celebrar o património da Água e o belo trabalho dos voluntários da APVC. Para dar continuidade à Embaixada da Água.
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Como um rio estrutura um parque

Ainda há poucos anos o centro de S. João da Madeira era atravessado por um rio encaixado entre paredes, poluído e praticamente inacessível. Na entrada do século o arquiteto sanjoanense Sidónio Pardal começou a desenhar uma forma de devolver aquele espaço à população e em 2007 foi inaugurado o novo Parque Urbano do Rio Úl. A construção do parque envolveu o reajustamento e alargamento do caudal do rio, a construção de açudes, bem como a sua despoluição.
No sábado passado foi o próprio arquiteto que nos explicou o seu conceito de parque e nos revelou alguns dos princípios que usou no desenho do Parque do Rio Úl, de modo a tornar aquele espaço uma área natural para a população. Nesta visita participaram cerca de duas dezenas de pessoas.
A ação foi promovida pela Câmara Municipal de S. João da Madeira e integra a Embaixada da Água.
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Água para todos, gatos e leões incluídos

Não faltou água neste circuito pela cidade do Porto. Começamos por visitar as "reformadas" fontes e chafarizes que repousam nos Jardins de Nova Sintra, com vista para o Douro. O preferido da nossa guia, Joana Araújo, é o bebedouro em ferro fundido da Sociedade Protectora dos Animais que já esteve na Praça Carlos Alberto. Apresenta a curiosidade de ter uma torneira para as pessoas beberem mas também uma taça superior para os cavalos e outra inferior para cães e gatos (na imagem).

Mas de onde vinha a água que abastecia grande parte destas fontes e que abastece ainda hoje fontes como a dos Leões? Para encontrar a resposta fomos conhecer os subterrâneos da Arca d'Água, verdadeiro tesouro que se esconde no subsolo, fazendo desta praça a versão portuense dos "Jardins Suspensos da Babilónia". Palavras do nosso guia e conhecido historiador Joel Cleto que nos contou  tudo sobre as condutas que, durante séculos, abasteceram a cidade do Porto. Daqui partem túneis e galerias de água até ao centro histórico, a vários km de distância.
Fomos questionados pelo nosso guia sobre o destino das águas aqui recolhidas e provenientes de várias nascentes, na fase anterior à construção destes aquedutos. Felizmente sabiamos a resposta porque de manhã tinhamos ido conhecer a ribeira da Granja, junto à Quinta do Rio, em Ramalde. Aqui, Pedro Teiga, um dos responsáveis pela recuperação da maior linha da água da Cidade, ajudou a reforçar a nossa rede de embaixadores da água. Mesmo antes de cair uma chuva torrencial que, mais a juzante, quase impedia o hastear da Bandeira Azul nas nossas praias. No final, tudo acabou bem e ficamos a conhecer melhor o Porto, uma verdadeira Cidade da Água para todos.
Uma organização das Águas do Porto que contou com a participação de cerca de 50 pessoas, integrada na Embaixada da Água, uma iniciativa do CRE.Porto.
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Algas e muito mais

Sabia que as algas podem ser divididas entre vermelhas, castanhas, verdes e azuis, de acordo com os pigmentos que possuem? Muitas são comestíveis e excelentes do ponto de vista nutricional e sensorial. A alga Nori, por exemplo, utilizada no sushi e que pode ser encontrada nas nossas praias, é rica em proteína, cálcio, ferro, vitamina A, B e C.
Por outro lado a poluição das águas pode gerar fenómenos de crescimento descontrolado das algas, ocorrendo as tristemente famosas "marés vermelhas".
Isto e muito mais se aprendeu na visita à praia do Cabo do Mundo (ver FOTOS) e na exposição "A poluição não é a nossa praia", patente no Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental de Matosinhos até 30 de setembro (mais informação).
Aproveite uma ida à praia e parta à descoberta!
Sugestão: pode usar o Guia de Campo do projeto MoBIDiC

A nossa identidade

O objetivo inicial era apenas recuperar o Aqueduto dos Arcos. Mas os fundos comunitários exigiram uma intervenção mais ampla, desafio aceite pela autarquia de Valongo que aproveitou para fazer o levantamento de todo o sistema do regadio de Ponte Ferreira, criando um percurso pedestre.
A revivificação e valorização das memórias e marcos identitários de Campo foi o resultado final, divulgando-se usos e costumes que se encontravam à beira da extinção.
Cerca de duas dezenas de pessoas descobriram este projeto exemplar no passado dia 15 de maio, numa ação promovida pela CRE.Porto no âmbito da Embaixada da Água e dinamizada pelo município de Valongo.
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A água que bebemos é d’Ouro

No sábado passado (26 de abril) fomos à procura da resposta à pergunta: “De onde vem a água que bebemos?”. Os participantes (21) reuniram-se no Centro de Educação Ambiental da Águas do Douro e Paiva, onde foi dada a conhecer a missão da empresa e o processo de captação, tratamento e adução de água em alta. Depois da apresentação, o grupo visitou as instalações da Estação de Tratamento de Água de Lever, seguindo o caminho por onde passa a água, desde a captação (superficial e em profundidade) no rio Douro até aos reservatórios de água tratada. Ao longo do percurso foi também abordado o controlo de qualidade efetuado á água produzida, quer à saída da estação, quer ao longo de toda a rede de distribuição.

Muito obrigada ao Centro de Educação Ambiental da Águas do Douro e Paiva pelo acolhimento aos visitantes. FOTOS.

Esta iniciativa integra a Embaixada da Água e foi organizada pela Águas do Douro e Paiva em parceria com o CRE.Porto.

Os rios como fios condutores da paisagem

Na sexta passada os Embaixadores da Água terminaram a semana no Centro de Educação Ambiental da Quinta do Passal (Gondomar). Aqui, Cristiana Vieira, investigadora do CIBIO, falou-nos da importância dos rios e da vegetação ribeirinha como elementos estruturantes da paisagem. A conversa aconteceu num espaço emoldurado pela exposição "Anfíbios: uma pata na Água, outra na Terra" pelo que no meio da sessão tivemos direito a uma sessão de canto protagonizada por uma rela (Hyla arborea).
Cristiana Vieira levou-nos através de uma viagem: iniciou com alguns conceitos, como o de bacia hidrográfica, continuou com exemplos comparativos de margens ribeirinhas com vegetação e sem vegetação e partilhou a evolução da relação da sociedade com os rios através da interpretação de vários quadros, desde a Torre de Babel de Bruegel o Velho até uma representação de campos agrícolas junto às margens de um rio, de Van Gogh.Várias questões foram colocadas por vários dos 21 participantes nesta sessão.
Foi um excelente final de tarde.

Esta iniciativa integra a Embaixada da Água e foi organizada pelo Município de Gondomar em parceria com o CRE.Porto.

Termas de S. Jorge: há 200 anos a cuidar da saúde

Este é mais um lugar com muito valor e história que é pouco conhecido da maioria dos cidadãos metropolitanos. E numa Embaixada da Água não podíamos deixar de proporcionar aos nossos futuros Embaixadores um conhecimento mais profundo da importância da água na prevenção e na promoção da saúde. Por isso visitamos e experimentamos as Termas de S. Jorge (Santa Maria da Feira).

Reza a história que a primeira cura termal aqui efetuada data de 1787. Contudo, o topónimo primitivo da freguesia, Caldelas, surge mencionado em documentação referente ao ano de 1097, o que indicia que a descoberta da nascente termal talvez tenha ocorrido durante o período de dominação romana da Península Ibérica.

Em 1787, um criado do Padre Inácio da Cunha, sofrendo de uma ferida crónica de origem varicosa, curou-a ao banhar-se regularmente "numas águas mal cheirosas que borbulhavam junto ao ribeiro do Passal". "Conhecedor do efeito milagroso destas águas, o referido Padre decidiu construir, a expensas próprias uma fonte e uns barracos em madeira, com tanques de lousa".